24 de julho de 2024 20:48
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Centro de Equoterapia é inaugurado em São João da Barra

Foto: Prefeitura de São João da Barra

O Centro de Equoterapia da Apae (CEA) foi inaugurado nesta semana em São João da Barra. A unidade é administrada pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

O projeto já conta 84 pacientes por semana, totalizando 336 atendimentos mensais. O CEA, que fica no Sítio Aconchego do Cigano (Rua Mirahi, nº 240, em Grussaí), vai funcionar de segunda a quarta-feira, das 8h às 17h, e conta com uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicóloga e equitador. Todos os profissionais têm certificação em equoterapia, uma exigência no processo seletivo.

Para ter acesso ao acompanhamento terapêutico, que pode ser feito em pacientes a partir de quatros anos de idade, é necessário indicação médica para o agendamento do tratamento.

A inauguração contou com a presença das demais autoridades municipais, do presidente da Apae de São João da Barra, Richard Tavares, da coordenadora pedagógica estadual das Apaes, Gerlaine de Oliveira, e do pastor Max Fernandes.

A equoterapia é considerada um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências.

Coordenadora da Apae, Juliana Rosmaninho explica que o tratamento promove uma série de estímulos nos pacientes. “A equoterapia favorece o desenvolvimento cognitivo, físico, emocional, social e ocupacional dos pacientes através de uma série de exercícios, brincadeiras e atividades com os cavalos”, explicou.

Após a cerimônia de inauguração foi feita uma demonstração da terapia no local onde acontecem as sessões com alguns pacientes do centro. “Minha filha tem autismo em grau grave e outros problemas neurológicos. Estou muito otimista quanto ao progresso dela com a equoterapia. Contar com um serviço dessa qualidade e gratuito no município é um privilégio”, contou Cristina Vieira, mãe da paciente Beatriz Vieira, de 15 anos, que participou da demonstração.

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