Movimento de Macaé se articula com ações durante o mês de conscientização sobre o autismo

Você sabia que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 68 nascimentos, um é acometido pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA)? E de acordo com o Centro de controle de doenças dos Estados Unidos (CDC), uma a cada 44 crianças com 8 anos de idade , tem autismo. Essas e outras questões são trazidas à tona, com maior visibilidade, sempre em abril, mês de conscientização sobre o transtorno (2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo).

O movimento Motivados Pelo Autismo Macaé (Mopam) é destaque na região quanto à atuação em prol dos direitos deste público. Mas vai ainda mais além: sua missão é o acolhimento virtual das famílias acometidas pelo TEA, divulgação e conscientização da sociedade macaense e busca de políticas públicas para a pessoa com deficiência (PCD).

E para celebrar o mês da campanha nacional, cujo tema escolhido para 2022 foi #nãosomosinvisiveis, várias ações serão promovidas pelo grupo. Entre elas, uma blitz educativa em parceria com a Mobilidade Urbana, no dia 01/04, às 11h praça Veríssimo de Mello distribuição de panfletos informativos no Centro da cidade, no dia 02/04, às 9h; realização de audiência pública na Câmara dos Vereadores, no dia 05/04, às 17h; e, ainda, uma roda de conversa com os próprios autistas no dia 29/04, às 18h, na Cidade Universitária.

“Nossas ações continuam girando em torno do acolhimento das famílias, palestras gratuitas de conscientização em quaisquer lugares que nos convidem, além da luta para trazermos para nosso município um Centro de Referência da PCD, local que reunirá todos os serviços e tratamentos para essas pessoas.

“Abril é o mês da conscientização do Autismo e vamos aproveitar para apresentar os novos projetos e ações do movimento, no sentido de ajudar as famílias com filhos autistas e os próprios autistas. Também precisamos informar às pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce desse transtorno neurológico, além de entender como conviver com pessoas com autismo”, explica Lucia Anglada, responsável pelo Mopam.

Mãe do Lucas, de 20 anos, autista não verbal e grau 3 de autonomia, Lucia se solidariza e une a sua luta a um grupo de 600 famílias, todas moradoras de Macaé, além de acolhimento de famílias de municípios vizinhos também.

“Foram praticamente dois anos paradas em relação às conscientizações e eventos que eram promovidos com as famílias tais como: caminhadas, festas juninas, natalinas, piqueniques e cinemas adaptados. Mas o que ficou mais nítido durante esse período foi a necessidade de políticas públicas para essa parcela da população, que, atualmente, gira e torno de 1% da população total (segundo dados da ONU, 1% da população mundial tem autismo), ou seja 2.600 autistas e suas famílias”, enumera.

Projetos – Entre os planos e ações para 2022, Lucia destaca transformar Macaé – a médio prazo – em um município mais inclusivo, através de informação e busca de melhorias nas áreas de saúde, educação, esporte, cultura entre outras.

O que é o MOPAM?

Um movimento que surgiu em fevereiro de 2017, quando então sua fundadora, Caroline Mizurine, percebeu que, em Macaé, não havia nenhum movimento em prol desta parcela da população. O intuito inicial era divulgação e conscientização da sociedade para que a mesma pudesse entender e conviver com o autismo de forma mais empática.

Contato – O contato com o movimento pode ser feito pelas redes sociais: @motivadospeloautismomacae e também através de grupos de whatsapp, administrados pela coordenadora do movimento. Destes grupos participam mães, mães empreendedoras, profissionais, jovens autistas. Telefone de contato: 21 98666-1299.

Foto de um evento realizado pelo MOPAM

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