Cirurgias eletivas são suspensas na rede municipal de Saúde de Campos

Fachada da Secretaria de Saúde de Campos - Arquivo

A presidência da Fundação Municipal de Saúde reuniu, nesta quinta-feira (11), gestores, superintendentes, coordenadores e diretores das unidades gerenciadas pela FMS para discutir estratégias frente ao impasse gerado pela não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro de 2024 em Campos. Sem a LOA aprovada, as operações básicas da gestão municipal têm sido impactadas, ameaçando o atendimento nas Unidades de Urgência e Emergência.

Diante da urgência, a Fundação decidiu, em consenso, suspender cirurgias e procedimentos eletivos imediatamente. A reunião também enfatizou a necessidade de racionalizar recursos, evitando desperdícios, e instruiu as equipes médicas a seguir as diretrizes do decreto de calamidade orçamentária, publicado nesta quarta (10), em edição suplementar do Diário Oficial, para garantir assistência aos pacientes em situações urgentes.

O superintendente de Gestão e Planejamento da FMS, Gilberto Nunes, enfatizou a necessidade imediata de ações para mitigar os efeitos dessa situação. “Estamos suspendendo cirurgias eletivas para redirecionar insumos às emergências. Apelamos à Câmara para uma solução rápida, pois a demora pode resultar em falta de medicamentos e materiais essenciais”, declarou.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Arthur Borges, acrescentou que a demora na votação da LOA pode comprometer ainda mais a situação. “Se a LOA for votada e aprovada logo, enfrentaremos duas semanas até regularizar nossos estoques. Urge uma resolução para evitar sinistros e garantir atendimento adequado”, alertou.

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