Vídeo: falta de acessibilidade em ambulâncias da Prefeitura de Campos gera transtornos para pacientes

Na imagem aparece a Sandra pegando o marido no colo para colocá-lo na ambulância #PraCegoVer / Foto: Reprodução vídeo

Pacientes têm feito reclamações sobre a falta de acessibilidade e estrutura em ambulâncias que prestam serviços para a Prefeitura de Campos. Uma moradora do Parque Cidade de Luz entrou em contato com a equipe do jornal O Milênio para relatar sobre problemas que está enfrentando com a locomoção do marido que teve uma perna amputada há mais de dois anos. Quando ele é transportado de casa para o hospital em uma ambulância, acaba sofrendo por causa da falta de acessibilidade.

O marido de Sandra Campos Melo precisa fazer diálise na terça-feira, quinta-feira e no sábado. Ela afirma que o esposo está há cerca de um mês sendo transportado em uma ambulância que não tem a estrutura necessária para o paciente, que sofre com doença renal crônica, derrame pleural, diabetes, cardíaco e perda da visão. Ela contou que antes eram disponibilizados veículos do modelo Double para o transporte, mas eles pararam de funcionar por causa de problemas mecânicos.

Uma das maiores dificuldades dela é que para entrar no veículo, ela precisa pegá-lo no colo sozinha, mas ela também tem problemas de saúde e não consegue fazer isso com tranquilidade. Com isso, Sandra tem medo de não suportar o peso dele e deixá-lo cair, o que poderia causar ferimentos graves.

“Tem dias que eu não consigo sair da cama e meu marido precisa usar a força que tem no braço para conseguir me empurrar. Estou percebendo que dia após dia os meus problemas se agravam muito e precisamos de ajuda. Meu marido tem 1.80 de altura e mais de 90 quilos, eu não consigo mais pegá-lo no colo desta forma, por mais que ele me ajude usando os braços, o peso ainda é muito maior do que eu deveria suportar, fora o risco, porque se ele bater o local que faz a diálise, ele pode ter um sangramento fatal. Precisamos que o poder público olhe para essa situação, que não acontece apenas comigo e com o meu marido”, disse ela.

Sandra também relatou que enfrenta problemas para conseguir medicamentos para ele, assim como cadeira de rodas para banho (que ele não tem) e uma para uso no dia a dia, já que a dele está precária. São medicamentos, como exemplo: Metildopa 500mg, Hidralazina de 50mg, Monocordil 20mg e Losartana. Os remédios são caros, e por não estarem sendo disponibilizados pela prefeitura, o paciente não está tomando.

A única renda da família é a aposentadoria do paciente. Apesar de não trabalhar mais por não ter condições físicas, Sandra ainda não conseguiu o direito de aposentar por invalidez. Para tentar suprir um pouco da necessidade, ela tentou receber o auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal, mas só conseguiu as 4 primeiras parcelas de R$ 600 reais.

Nossa equipe entrou em contato com a prefeitura para saber um posicionamento com relação a situação. “A Secretaria de Saúde informa que está se empenhado no reparo do veículo que faz esse tipo de atendimento aos pacientes. A pasta vem buscando alternativas para que os pacientes não fiquem sem atendimento. Sobre os medicamentos, a pasta informa que Losartana está disponível na farmácia municipal, e os demais a secretaria aguarda a entrega”, disse nota.

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O Milênio

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