Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia de até 90%, diz laboratório

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A Universidade de Oxford anunciou, nesta segunda-feira (23), que a vacina que desenvolve em parceria com o laboratório AstraZeneca possui eficácia de até 90% contra a Covid-19. A vacina alcançou esse número quando foi administrada em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, de acordo com dados de testes no Reino Unido e no Brasil.

A análise que considerou os dois tipos de dosagem indicou uma eficácia média de 70,4%. A fase 3 do estudo indicou que 131 pessoas receberam diagnóstico de Covid-19 após a aplicação do imunizante. Os resultados mostram uma eficácia menor que as vacinas da Pfizer e da Moderna, que chega perto de 95%. Porém, o imunizante de Oxford é mais barato e tem como principal vantagem o armazenamento e transporte. A vacina pode ser transportada sob temperaturas entre -2°C e -8°C, facilmente atingidas em um refrigerador comum.

Segundo a universidade, não houve casos graves ou hospitalizações envolvendo os voluntários do teste. O diretor do grupo da vacina de Oxford, Andrew Pollard, afirmou que os avanços com o imunizante vão permitir poupar vidas. “Estas descobertas de que nós temos uma vacina eficaz vão salvar muitas vidas. Nós descobrimos que um dos nossos regimes de dosagem chega perto de 90% de eficácia e, se este for utilizado, mais pessoas vão poder ser vacinadas com planejamento. O anúncio de hoje só é possível graças aos voluntários da pesquisa e o trabalho duro e o talento do time de pesquisadores em todo o mundo”, afirmou. A universidade afirma que a vacina é produzida com uma versão enfraquecida do adenovirus, que foi geneticamente modificado para que fosse impossível que crescesse em humanos. A vacina avançou em cerca de 10 meses, enquanto um processo comum de desenvolvimento de um imunizante como esse leva cerca de uma década.

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