Sem previsão de retorno, comércio de Campos completa dois meses sem atividades presenciais

Os estabelecimentos fizeram demissões para cortar os gastos, sendo que alguns fecharam as portas definitivamente

Foto: O Milênio

O comércio “não essencial” de Campos completou dois meses de fechamento neste sábado (23). O prejuízo é imenso para os comerciantes, que estão com a confiança baixa em relação ao retorno às atividades presenciais já que o município não para de registrar aumentos de casos de Covid-19.

Desde o dia 23 de março, a opção tem sido vender através do serviço delivery, que é a entrega de produtos em domicílios. Desta forma, tem sido possível atender os clientes, mas o número de vendas dos lojistas abaixou consideravelmente. Em meio ao lockdown, a expectativa pelo retorno das atividades é menor ainda já que não tem uma previsão para que as atividades sejam normalizadas. Os estabelecimentos comerciais fizeram demissões para cortar os gastos, sendo que alguns fecharam as portas definitivamente devido a crise.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC) têm feito reuniões com a prefeitura para conseguir um retorno parcial das atividades comerciais, mas o governo municipal prefere não liberar até que a situação seja amenizada. Campos já tem mais de 400 casos de Covid-19 e o lockdown pode ser prorrogado.

Procurada pela equipe de reportagem do jornal O Milênio, a prefeitura afirmou que tem planos para a abertura gradual do comércio, mas aguarda a entrega do hospital de campanha que seria feita pelo governo estadual, mas os prazos foram vencidos e a unidade hospitalar ainda não foi entregue e há possibilidade de que o local seja desmontado já que o governo avalia investir nos hospitais particulares.

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O Milênio