Seis plataformas da Bacia de Campos têm atividades paralisadas

Seis plataformas da Bacia de Campos terão os trabalhos paralisados. Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), com essa paralisação 3200 empregados da empresa estão sendo transferidos e terão redução salarial de 50%.

O Sindipetro-NF informou que tem uma ação no Ministério Público do Trabalho questionando essa perda salarial sem indenização, porque esses trabalhadores tem o respaldo da Lei 5811, que dispõe sobre o regime de trabalho dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação de petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados por meio de dutos e garante esse pagamento.

As plataformas paralisadas serão em Cherne (2), Namorado (2), Garoupa (1) e Congro (1), são elas PGP-1, PCH-1, PCH-2, PNA-1, PNA-2, P-09. A estimativa do Sindipetro-NF é que 1500 famílias sejam atingidas na região.  O Sindipetro-NF informou também que enviou um documento no início da pandemia de COVID-19 no Brasil pedindo que nenhum trabalhador, próprio ou terceirizado, fosse demitido, mas a empresa não atendeu. Além dos trabalhadores da Petrobras, os terceirizados também estão sendo atingidos. No Brasil ao todo serão 50 plataformas e milhares de trabalhadores.

Segundo o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, a economia também perderá com essa paralisação “As cidades perderão com a queda nos Royalties e perda de ICMS, além do dinheiro que circula a partir desses 1500 trabalhadores entre próprios e terceirizados que deixam de consumir, pagar aluguéis e impostos na região”

A equipe do jornal O Milênio entrou em contato com a Petrobrás para saber um posicionamento sobre a paralisação, e a Petrobras informou que começou a hibernação de 62 plataformas em campos de águas rasas das bacias de Campos, Sergipe, Potiguar e Ceará. A medida faz parte de uma série de ações para preservar os empregos e a sustentabilidade da empresa nesta que é a pior crise da indústria do petróleo em cem anos. A nota diz ainda que essas plataformas não apresentam condições econômicas para operar com preços baixos de petróleo e são ativos em processos de venda. A parada dessas unidades corresponde a um corte de produção de 23 mil barris de petróleo por dia. Dessas plataformas, 80% não são habitadas, e os empregados que atuam nas demais unidades habitadas não serão demitidos. Todos serão realocados para outras unidades organizacionais da Petrobras.

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O Milênio