Prefeitura de Campos mantém fase branca, mas faz alerta sobre a variante Ômicron

O município de Campos irá manter a Fase Branca, mas a prefeitura alerta para a necessidade de cautela com relação à pandemia, principalmente com a variante Ômicron, por isso, durante reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 na manhã desta segunda-feira (6) foi reafirmada a decisão de suspender eventos oficiais de Réveillon. No encontro também foi reforçada a necessidade de aplicação de medidas de distanciamento social, uso de máscaras, aceleração da vacinação e testagem em massa.

Na reunião, o Wladimir Garotinho destacou: “Fomos a primeira cidade da região e depois outras cidades passaram a anunciar a suspensão. A gente está preocupado e em alerta com essa nova variante que se mostra muito mais transmissível. Vamos seguir todas as recomendações que a nossa equipe técnica e a Ciência recomendarem. A Ciência não é para atender lado A ou lado B, mas para orientar o gestor sobre que caminhos seguir”, disse o prefeito que também anunciou que, em princípio, a programação de verão vai se concentrar em eventos esportivos e culturais ao ar livre. “A gente não pode imaginar que a liberdade que todos nós queremos pode ser confundida com o caos e o desespero que vivemos há bem pouco tempo. No início de nossa gestão não tínhamos leitos, como comprar medicamentos”, complementou o prefeito, lembrando dos piores momentos da pandemia, com a primeira onda em janeiro e a segunda onda em março e abril deste ano.

Participaram ainda do Gabinete de Crise, o Secretário Municipal de Saúde, Paulo Hirano; o Subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção de Saúde, Charbel Kury; a superintendente da Vigilância Sanitária, Vera Cardoso; o Subchefe do Gabinete do Vice-Prefeito, Sérgio Cunha; o Subprocurador Geral Gabriel Rangel; o Procurador Leonam Rodrigues; a promotora pública Maristela Naurath; o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos, Leonardo Abreu; Alfredo Dieguez, diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos; entre outros da sociedade civil organizada.

A promotora Maristela Naurath, citou que “o MP está tranquilo com as acertadas decisões da gestão”: “Quando o gestor toma decisões baseadas na Ciência, o Ministério Público não precisa intervir e isso nos deixa tranquilos”. E reforçou: “A única forma é de se combater essa pandemia é a que os especialistas nos informam: vacinação, uso de máscaras, evitar aglomerações. Eu cortei até as relações com pessoas que são anti-vax (anti-vacina), para não me expor e à minha família. Hoje é dever do cidadão se vacinar, proteger a sua família e a sociedade também”, completou.

O secretário de Saúde, Paulo Hirano, assinalou o acerto da administração municipal em fundamentar seus passos pelas orientações técnicas: “O prefeito tem acatado a Ciência para tomar grandes decisões, como a de não termos festividades de Réveillon para não haver disseminação. Temos que estar preparados, porque essa pandemia não vai terminar nos próximos meses. Só temos um caminho a tomar: da vacinação, do uso das máscaras, de se evitar aglomerações. Todos dados científicos mostram que a maior defesa é o uso das máscaras, principalmente em ambientes fechados”.

O subsecretário Charbel Kury anunciou a campanha “Natal Sem Covid”, com postos na Rodoviária Municipal Roberto Silveira, Campos Shopping e Mercado Municipal. O epidemiologista relacionou: “Quando a gente instituiu a vigilância genômica, para identificar cepas mais agressivas ou não, os resultados mostraram que quando chegamos ao pior momento da pandemia, de 17 a 24 de março, a gente estava sendo duplamente atacado por variantes que eram muito transmissíveis e letais, a Gama e a Alfa, as duas grandes causadoras de todo sofrimento que passamos. É importante, não podemos esquecer desse momento, quando estivermos vacinando, em um posto, em respeito aos mais de 600 mil mortos pela pandemia no Brasil”. Charbel enfatizou que a Ômicron é extremamente transmissível, resistente a anticorpos, e já está em 26 países, com 50 mutações, com registro de óbito, com o Brasil já registrando seis casos, no Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul. “Precisamos ir até o final, não entregar os pontos, fazer a cobertura vacinal completa, com primeira, segunda dose e dose de reforço”, defendeu Charbel.

Vera Cardoso, coordenadora da Vigilância Sanitária, pediu a ajuda do setor produtivo e anunciou que o município irá reforçar a cobrança do comprovante de vacinação, preferencialmente pelo ConectSUS, não apenas para funcionários, mas também para clientes e frequentadores.

Redação Administrator
O Milênio

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