Mulher de Wesley Safadão mentiu a idade para furar fila da vacinação, dizem servidoras

A foto mostra Wesley e a companheira no local da vacinação #Pracegover - Foto: Rede social

A digital influencer e mulher do cantor Wesley Safadão, Thyane Dantas, mentiu sobre a idade no momento da vacinação contra a Covid-19, segundo informaram as servidoras responsáveis pela vacinação do casal em depoimento à sindicância realizada pela prefeitura de Fortaleza.

A registradora do local de vacinação e a aplicadora da vacina afirmaram em depoimento que a influenciadora digital disse ter 31 anos durante diferentes etapas da imunização, mas na verdade, possuía 30. Ela não entregou documento de identificação com a idade correta.

Além disso, o recorte de aplicação no dia do ocorrido era para pessoas com 32 anos ou mais. Thyane também não estava agendada para receber o imunizante, prática utilizada no município para regular a vacinação.

A enfermeira que aplicou a vacina de dose única em Thyane durante a sindicância foi questionada por um membro da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Plano Municipal de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19 se não desconfiou da idade da digital influencer. Em resposta, a servidora afirmou que confiava na equipe de triagem.

Na época, Wesley e Thyane negaram qualquer irregularidade afirmando que ela havia recebido vacinas da “xepa”, como ficou conhecida a sobra de imunizantes do dia. A Prefeitura de Fortaleza negou a versão, dizendo que não havia aplicação de doses de “xepa” no horário em que eles foram imunizados. Quando eles voltaram a ser procurados, não quiseram se manifestar sobre o assunto.

A equipe de Wesley Safadão afirmou que o cantor e a mulher dele não iriam se posicionar sobre o assunto.

A sindicância que apura a vacinação irregular de Thyane, mulher do cantor, foi concluída pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que encontrou irregularidades nas ações de três colaboradores do poder municipal, uma servidora pública e dois funcionários terceirizados.

Segundo a pasta, as apurações internas apontam possível crime de corrupção passiva por parte de três colaboradores da Prefeitura de Fortaleza. A decisão foi assinada pela secretária municipal da Saúde, Ana Estela Leite, e publicada no Diário Oficial do Município de 6 de setembro.

Uma das pessoas envolvidas na vacinação irregular é uma técnica de enfermagem e servidora pública do município. Contra ela, de acordo com a Secretaria da Saúde, será aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).

Os outros dois envolvidos no caso são terceirizados e, conforme a Prefeitura, “foram devolvidos para a empresa contratante”. Um desses funcionários era auxiliar administrativo e o outro atuava como apoio à gestão.

Redação Administrator
O Milênio

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