Milhares de fiéis acompanham procissão de Corpus Christi em Campos

Foto: Tarcísio Nascimento

Milhares de fieis acompanharam a procissão com o Corpo de Cristo exposto e reverenciado pelas ruas da área central da cidade, nesta quinta-feira (20). Corpus Christi é uma tradição da liturgia católica e, em Campos, completa 50 anos, este ano.

Foto: Tarcísio Nascimento

Os tapetes por onde passou o cortejo foram confeccionados com materiais recicláveis desde a madrugada por voluntários de várias instituições. Uma missa celebrada pelo bispo Dom Roberto Ferreria culminou a celebração na Praça do Santíssimo Salvador. “Campos é uma cidade eucarística. Não deixemos de lembrar dela em nossas orações diárias”, pediu o bispo à multidão presente.

Há quase 20 anos, Maria José Manhães, conhecida como Deka, coordena a confecção dos tapetes de todas as paróquias municipais. Ela integra a Pastoral da Educação da Diocese de Campos. “São 50 anos preparando o caminho para a Santidade. A cada ano, ampliamos a demonstração pública de amor, fé e arte ao Santíssimo Sacramento. Este ano, chamamos os tapetes confeccionados de “Passarela do Amor” que foram feitos para um Jesus Vivo. É emocionante ver crianças, jovens, adultos e idosos no preparo tão carinhoso e dedicado. O que nos move é o amor e a fé”, afirmou.

Tradição em Campos

A produção dos tapetes de Corpus Christi começou na Baixada Campista, em Goitacazes, na década de 70. O material usado era o bagaço da cana, vindo das Usinas São José e Paraíso de Tocos e também o pó de serra. Para dar cor à matéria prima era utilizado o xadrez em pó.

A pedido do bispo da época, Dom Carlos Navarro, os tapetes passaram a ser produzidos no Centro da cidade, em 1969. A produção dos tapetes foi iniciada por Cecília Martins, professora da rede municipal que era coordenadora da disciplina de Ensino Religioso. Desde 2000, Deka, que já colaborava com Cecília na marcação dos tapetes, está à frente do serviço voluntário.

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