Hospital Álvaro Alvim, em Campos, desmente boatos e afirma que segue realizando cirurgias

Foto: Divulgação

A pandemia do novo coronavírus fez com que vários hospitais tivessem os atendimentos prejudicados, devido ao maior número de pacientes, falta de medicamentos suficientes e profissionais da saúde que foram infectados pela Covid-19. Em Campos, o Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) está nesta situação, e o diretor administrativo Flávio Hoelzle conversou com a equipe de reportagem do jornal O Milênio e esclareceu que apesar das dificuldades enfrentadas, as cirurgias não estão suspensas.

Segundo Flávio, a unidade continua realizando cirurgias oncológicas, cardíacas e eletivas que sejam consideradas de emergência. O diretor afirmou ainda que as cirurgias estão precisando acontecer com critérios mais rígidos, pois devido à pandemia, os anestésicos e bloqueadores neuromusculares estão em falta para serem comprados. Além disso, houve um aumento no valor dos equipamentos de proteção individual (EPI) o que também dificulta a aquisição desses materiais. Outro problema enfrentado não somente pelo Álvaro Alvim, é a quantidade de profissionais afastados neste período. “Tivemos uma média de 60 a 70 funcionários afastados, por terem contraído a Covid-19 ou por estarem com sintomas da doença. Então, se faz necessário contratar temporariamente novos funcionários, o que gera um gasto a mais”, pontuou Flávio.

O HEAA confirmou em nota que a prefeitura de Campos está em dívida com a unidade, mas pontuou que a Fundação Benedito Pereira Nunes tem mantido os repasses, o que ajuda no funcionamento do hospital. “O Hospital Escola Álvaro Alvim vem enfrentando com responsabilidade a preocupante situação financeira da saúde no que se refere aos repasses de convênio com a Prefeitura de Campos. A instituição tem mantido os procedimentos cirúrgicos, salvo alguns especializados, como a bariátrica, que depende exclusivamente do repasse municipal. De janeiro a maio, a dívida do município já soma cerca de R$ 4 milhões. Desde julho de 2019 os atrasos têm sido uma rotina, quando o HEAA passou a receber apenas por ordem judicial. Apesar das dificuldades, a Fundação Benedito Pereira Nunes, mantenedora do hospital, tem conseguido manter em dia os salários dos 560 funcionários. O repasse de emendas tem aliviado em parte os problemas do hospital, principalmente na compra de equipamentos e insumos e em manutenções da estrutura. Vale ressaltar que o HEAA tem conseguido estas verbas por ser um hospital filantrópico e por estar com a certidão negativa de débito em dia. As verbas federais representam de 65% a 70% das receitas do hospital; o restante dos cerca de 30% vem dos repasses do convênio com a prefeitura”, disse a nota.

Em nota a prefeitura afirmou que não houve suspensão de serviços no HEAA e que continua fazendo repasses para a unidade. “A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que desde o mês de Março – no início do enfrentamento a pandemia da covid-19 – estão mantidas cirurgias cardíacas e oncológicas com suspensão, pelo decreto Municipal, apenas de cirurgias eletivas e esclarece que não houve suspensão de serviços por parte do Hospital Escola Álvaro Alvim tendo a própria unidade já se manifestado a respeito. A SMS destaca que neste ano repassou a rede contratualizada R$ 14.354.625,61. Além disso, valores foram repassados via bloqueio judicial. Repasses federais direcionados aos hospitais contratualizados seguem em dia. O município permanece refazendo seu planejamento para realização de pagamentos prioritários, inclusive dos hospitais contratualizados”, concluiu a nota.

Redação
Redação Administrator
O Milênio