Quase 200 pessoas já foram hospitalizadas por causa de queimaduras neste ano em Campos

Foto: Divulgação

No Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, houve um aumento significativo no número de pacientes admitidos por queimaduras durante o mês de junho. Um levantamento realizado pela unidade, nessa terça-feira (18), revelou que, de janeiro até a primeira quinzena de junho, foram realizados 178 atendimentos, sendo 15 apenas em junho, com uma média de um atendimento por dia.

O médico e coordenador da cirurgia plástica do HFM, Fabrício Massote, destaca a gravidade da situação. “As queimaduras foram responsáveis por mais de 19 mil mortes entre 2015 e 2020, ocupando o quarto lugar como causa de óbitos em crianças no Brasil”. Ele enfatiza a importância do primeiro atendimento pré-hospitalar para evitar maiores sequelas. “Molhar a área queimada com água fria e corrente, não aplicar produtos sobre a queimadura (como pomadas, pó de café, creme dental) e cobrir a lesão com um pano úmido são medidas essenciais”, orienta Massote, que também recomenda procurar imediatamente um serviço de emergência, como o SAMU (192) ou os bombeiros (193). Riscos das festas juninas e medidas de prevenção Com as festas juninas, aumentam os riscos de queimaduras, principalmente devido à queima de fogos de artifício e fogueiras. Crianças brincando próximo a fogueiras e adultos, muitas vezes sob efeito de álcool, correm risco de queimaduras por chama direta. Além disso, os acidentes com fogos de artifício podem causar lesões graves e irreversíveis, como perda de audição, cegueira, cortes e até amputações de membros. Para garantir um mês de junho seguro e repleto de alegrias, a conscientização da população é essencial. Algumas dicas de segurança incluem evitar soltar fogos de artifício em ambientes fechados e na proximidade de crianças e não manusear fogos de artifício sob efeito de bebidas alcoólicas. “Mais importante do que o tratamento adequado das queimaduras é a prevenção. Medidas simples podem fazer a diferença entre uma festa segura e um acidente grave”, recomenda Massote.

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