Entidades de Campos demonstram preocupação com o comércio e lutam pela reabertura das lojas

Foto: Arquivo/O Milênio

Entidades de Campos que representam o comércio têm demonstrado grande preocupação com o setor no município. Segundo decreto que entrou em vigor na última terça-feira (19), o comércio está com o atendimento presencial suspenso pelo menos até a próxima semana. Desde o início da pandemia, essa é a segunda vez que o comércio passa por um período sem funcionar.

Durante reunião nesta quinta-feira (21), diretores da Câmera de Dirigentes Lojistas (CDL) discutiram sobre a situação do comércio e concluíram que mais de 6 mil empresas podem ser prejudicadas por esse período. Segundo a CDL, o comércio vem seguindo todas as regras para evitar a propagação da Covid-19 e por isso, não poderia ser visto como pontos de contágios. A CDL afirma também que no período compreendido entre julho e novembro de 2020, quando o setor recebeu autorização para reabertura após o primeiro lockdown, não houve qualquer aumento dos casos da COVID-19 em Campos, o que só teria começado a acontecer após o início da campanha eleitoral no município. Também na reunião, o presidente da entidade, José Francisco Rodrigues, disse que terá início um processo de criação de novos Departamentos na CDL agregando setores como salões de festas e de estética, restaurantes e outros que de certa forma fazem parte do comércio, no sentido de que a representação seja ainda mais forte e coesa. A prefeitura já recebeu os empresários para explicar sobre os motivos que levaram a decisão de fechar temporariamente o comércio e irá recebê-los novamente nesta sexta-feira (22).

No início da semana, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC) Leonardo Castro, também lamentou a situação que vive o comércio. “Infelizmente chegamos numa situação crítica de contaminação da covid-19, com o alto índice de internações e óbitos. Mas isto já era previsto, fruto das aglomerações na campanha eleitoral e festas de final de ano que contribuíram para este caos. As pessoas ainda precisam entender da necessidade do uso da máscara, álcool gel e distanciamento, enquanto não houver esta consciência os índices continuaram alto. Então a Prefeitura decidiu aplicar uma medida mais enérgica para conter este avanço. Os empresários que estão cumprindo com os protocolos não devem ser “punidos” por aqueles que não o cumprem. Reflete no fechamento do estabelecimento, desempregando e não pagando os impostos, acarretando um custo maior ao Poder Público”, desabafou Leonardo Castro

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