Economista de Campos afirma que prefeituras do NF recebem cerca de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão para pagar servidores

Ranulfo Vidigal, economista ligado com a área de políticas públicas, comentou sobre o atual cenário dos municípios da região Norte Fluminense (NF) e afirmou que as cidades recebem entre de R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão apenas do valor referente ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), sendo que esse valor é usado apenas para o pagamento do salário de servidores. “Estimo que só de ICMS para pagar salário das prefeituras do Norte Fluminense chegue entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano. Uma empresa com esse potencial é fundamental na política de investimentos da região”, disse Vidigal, durante uma live com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

De acordo com o especialista, a Secretaria de Estado de Fazenda, uma vez por ano, faz uma divisão do ICMS, do qual 75% ficam com o Estado do Rio de Janeiro e 25% são divididos entre os os municípios. “Para ratear isso, existe um valor adicionado fiscal. Para o Norte Fluminense, metade do valor adicionado fiscal vem da Petrobras. Esse ICMS que entra no caixa da prefeitura é fundamentalmente para pagamento de salários de servidores. Ou seja, muitos dos salários que circulam na região”, explicou.

O economista acredita que o petróleo deva ser melhor valorizado no interior. “A geração de caixa do último trimestre foi de R$ 33 bilhões. Embora tenha contabilmente gerado um lucro negativo por questões tributárias, ela teve uma geração de caixa extraordinária. O petróleo é estratégico. A população do Norte Fluminense tem que entender que a renda derivada do petróleo é crucial para a renda da região”, observou o economista. Vidigal comentou também que é preciso analisar a exploração do petróleo no país a partir de uma visão estratégia geopolítica de médio e longo prazos. “Se o mundo lá fora é nacionalista até a raiz e tem por ordem o emprego, não somos nós, de uma forma ingênua, que vamos entregar as nossas reservas achando que o capital estrangeiro que vem em busca de lucro vai ter a responsabilidade de montagem de políticas públicas de fomento do pequeno empreendedor local, por exemplo”, afirmou.

Redação Administrator
O Milênio

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