Durante palestra virtual para alunos de Campos, pesquisadora fala sobre vacinas para a Covid-19

Foto: Arquivo pessoal

A descoberta da vacina para a Covid-19 é um dos maiores desejos da população mundial. Em Campos, esse foi um dos assuntos tratados durante uma palestra ministrada on-line para acadêmicos do Institutos Superiores de Ensino do Censa (Isecensa). A pesquisadora Bárbara Furtado, gerente médica da empresa farmacêutica GSK, destacou que existem mais de 130 vacinas contra a Covid-19 em fase pré-clínica e que alguns tipos de plantas estão sendo usadas como base para a produção de uma vacina contra a doença. Caso se consolide, será a primeira imunização da história a ter fitoterápicos na composição.

– Pesquisadores estão analisando alguns tipos de plantas que têm uma estrutura semelhante às partículas virais, para identificar se a partir delas conseguimos chegar a uma vacina contra o novo Coronavírus. Uma nova forma de sinalizar nosso sistema imunológico sem utilizar o vírus ou a bactérias, partindo de uma grande revolução nessa área e ganhando também em segurança biológica. explicou Bárbara.

A pesquisadora apontou que mesmo após o início da distribuição das vacinas pelo mundo, no Brasil parte da população pode enfrentar problemas para ter acesso à imunização. “Vamos ter uma vacina para o ano que vem, mas será preciso entender para quem ela será ofertada. Não acredito que teremos vacina para o Brasil inteiro”, declarou Bárbara, explicando aos alunos que o processo de produção de uma vacina passa por diversas etapas, podendo levar mais de 10 anos para ser concluído. Os testes são realizados em combinações de produtos biológicos e farmacêuticos e cada vacina pode ter o seu método particular de criação. Porém, em situações como a pandemia que estamos enfrentando, todo esse processo pode ser acelerado a fim de auxiliar na contenção da doença.

Ainda de acordo com a gerente médica da GSK, o Brasil é reconhecido internacionalmente por seu programa nacional de imunização. Ela observa que é importante continuar tomando as vacinas que já existem para prevenir outras doenças “É importante desenvolver novas vacinas para combater as novas doenças, mas sem esquecer das vacinas que já temos para nos proteger de outras doenças”, orientou.

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