Dia das Mães em meio à pandemia do coronavírus

Muitas pessoas não poderão ver a mãe nesta data especial devido ao isolamento social

Foto: Arquivo pessoal

O tão esperado Dia das Mães será comemorado de uma forma diferente pelas famílias em todo Brasil, no ano de 2020. Como consequência da pandemia da Covid-19, famílias perderam entes queridos, a economia foi afetada e outros setores foram sobrecarregados, como é o caso da Saúde. Elaine Freitas, que tem 30 anos e é técnica de enfermagem há 9, sabe a responsabilidade que tem, principalmente neste momento, e tem enfrentado as lutas do dia-a-dia em um hospital particular que trabalha em Campos. Mas como filha, a batalha tem sido outra: lidar com o risco de contágio no trabalho e com a preocupação da mãe.

“Para qualquer mãe não é fácil ver o filho saindo de casa para trabalhar em um local onde o risco é constante, não é fácil. Minha mãe chegou a pedir para eu largar o trabalho”, disse Elaine. Os profissionais da saúde estão na linha de frente do combate à doença e mesmo que tenham equipamentos de segurança, estão mais expostos ao vírus em relação aos que atuam em outras áreas. Além do esforço diário para dar o melhor na profissão escolhida, também enfrentam dificuldades em casa. Não poder se aproximar de alguém tão importante é um obstáculo difícil de ser enfrentado, principalmente em datas comemorativas, como é o caso do Dia das Mães. “Todo ano sempre reunimos a família na casa da minha avó, mas esse ano por questão de segurança melhor ficarmos cada um em sua casa”, afirmou a profissional.

Apesar de não poderem se aproximar muito das mães para homenageá-las nesta data especial por causa da Covid-19, médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem também têm a tarefa de conseguir se conter emocionalmente para não comprometerem o trabalho. A mãe desses, por sua vez, por mais que entendam o dever do filho (a), se preocupam com o risco corrido diariamente. Elaine diz que nunca enfrentou uma situação tão complicada na área da saúde e que entende a preocupação da mãe, mas não pretende abandonar a profissão. “Minha mãe tem 51 anos. Pedi para ela manter um distanciamento. Jamais vou abandonar a área. Eu fiz um juramento em amor à minha profissão”, explicou.

Para que esse momento passe mais rápido, a profissional pede que as pessoas respeitem o isolamento social. “Nesse momento devemos ter paciência, cuidado, precaução. Pedir para a população ficar em casa, e se precisar sair que utilizem à máscara, usem álcool e lave bem as mãos. Nós somos os únicos responsáveis pelos nossos atos, e nesse momento somos responsáveis pelo zelo da nossa saúde e da saúde do próximo. Cada um fazendo sua parte, logo acaba. Junto somos mais fortes”, concluiu.

Julia Beraldi
Julia Beraldi Administrator
O Milênio

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