Com quase 800 casos de Covid-19, prefeito de Macaé mantém comércio fechado

O município tem 353 pessoas recuperadas da doença

Foto: Divulgação

Com 799 casos de Covid-19 e 27 mortes, em Macaé, o prefeito Dr. Aluizio descartou, em entrevista coletiva por videoconferência nesta sexta-feira (29), a flexibilização do comércio até a próxima sexta-feira (05). Segundo prefeitura, o município já possui 66% dos leitos da rede pública de UTI ocupados com pacientes de coronavírus.

Dessa quinta-feira (28) para esta sexta-feira (29), mais 17 pacientes  com Covid-19 precisaram ser internados. “Isso é uma coisa exorbitante e mostra que vai piorar a situação hospitalar, por isso não temos condição de flexibilizar qualquer atividade agora. Seria um paradoxo, um equívoco. Sabemos da necessidade da população, mas sabemos por vivência a dor de não ter um leito decente para oferecer em caso de necessidade”, observou o prefeito.

O Hospital Público de Macaé possui 44 leitos em UTI e acordou com o Hospital São João Batista mais seis leitos. Destes, trinta estão ocupados. “Temos um acréscimo de 10% de casos a cada dia, amanhã é provável que tenhamos 880, domingo 960, até segunda serão mil casos. Os casos cresceram, aumentamos de 20 para 44 o número de leitos para a Covid no HPM, assumimos seis leitos estratégicos de reserva no São João Batista e já falamos que quando chegasse a 60% de leitos ocupados, não tomaríamos nenhuma decisão (de flexibilização). Chegamos na situação mais crítica do coronavírus”, avaliou Dr. Aluizio.

A abertura de mais ramos de comércio está atrelada, segundo o prefeito, à redução do número de leitos ocupados, de internação e casos confirmados. Ele voltou a reforçar a importância das pessoas buscarem assistência médica se tiverem sintomas.

“É fundamental que as pessoas cheguem até o quinto dia, porque depois do quinto dia as pessoas ficam graves e idosos são a maioria. Estamos vendo que as pessoas ficam em casa ate não suportar mais a falta de ar, mas precisamos orientar que elas não devem ficar vivenciando esta doença por mais de cinco dias em casa”, alertou

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O Milênio

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