Com fogos de artifício e milhares de participantes, reunião política gera polêmica em Campos

Foto: Divulgação

Uma reunião política feito pelo partido Solidariedade atraiu milhares de pessoas na noite dessa terça-feira (15) em uma casa de shows localizada na Avenida Alberto Lamego, em Campos. Com aglomeração e fogos de artifícios, o evento gerou polêmica.

A maior parte dos participantes usava máscaras de proteção facial, mas alguns não utilizavam da forma adequada. Nas redes sociais, dezenas de campistas compararam a reunião com shows musicais por causa da grande quantidade de pessoas que estiveram no local. “Parece que não existe mais Covid-19 e que acabou o isolamento social. Não entendo porque não liberam o retorno das festas se essas reuniões políticas estão cada vez mais cheias”, escreveu um internauta.

Os estacionamentos perto da casa de shows ficaram lotados – Foto: Divulgação

O empresário Sandro Moura, que é responsável por promover shows em Campos, também criticou o evento. “É uma indignação muito grande como cidadão chegar hoje e ver isso lotado. “Acredito que cerca de 3 mil pessoas participaram do evento. Muitas pessoas estão desempregadas e muitos comerciantes fecharam portas. As pessoas que vivem de evento estão passando fome e têm muitos artistas que não têm condições porque não podem trabalhar. Isso é um absurdo. É chamar os cidadãos de palhaços. O político pode tudo, e eu quero ver os políticos abrirem as lojas que fecharam na pandemia”, afirmou.

No evento, houve discursos de políticos que irão disputar as próximas eleições. Membros partidários e famílias também participaram da cerimônia.

A equipe de reportagem do jornal O Milênio tentou contato com o partido Solidariedade para obter um posicionamento e foi respondido que o evento respeitou os cuidados dos protocolos sanitários. A assessoria disse ainda que os participantes ficaram distantes uns dos outros e houve a distribuição de álcool em gel para os presentes.

A prefeitura também foi procurada por nossa equipe e informou que, por força de lei, não pode intervir em evento partidário/eleitoral. O governo municipal se baseia na Emenda Constitucional 107, Artigo 1°, parágrafo 3°, inciso VI, que diz que a legislação municipal não pode  limitar eventos desta natureza. A fiscalização, ainda de acordo com a mesma Emenda, cabe à Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral ainda não se posicionou.

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O Milênio