Com dívidas, Asilo Monsenhor Severino, em Campos, pode ter a energia cortada

O fornecimento de água também seria cortado, mas a presidência da unidade conseguiu impedir

Foto: Antônio Filho

Com uma dívida de mais de 40 mil reais, o Asilo Monsenhor Severino, em Campos, que acolhe idosos há 87 anos, corre o risco de ter a luz cortada a qualquer momento. Em uma publicação feita em uma rede social, o presidente da unidade, Ricardo Araújo pediu por doações. “Solicitamos ajuda da população para manter nossas atividades, devido à crise causada pela pandemia, nossos eventos estão paralisados e em consequência, estamos sem receitas. Precisamos com urgência de auxílio para pagar as contas de energia elétrica com a empresa Enel, evitando que o fornecimento seja cortado, o que causaria danos às funções da instituição e seu bem maior que são os idosos. Nossa luta é diária, sem auxílio público. Mantemos o AMS funcionando com dignidade. Contamos com toda a população”, escreveu.

Ricardo informou que antes da pandemia, o asilo promovia eventos semanais para conseguir manter as contas em dia, mas que por conta da pandemia, não pode mais realizar esses eventos e as contas acumularam. Só para a Enel, o asilo deve R$ 36.291.51 mais R$ 6,331, 17 de juros por contas atrasadas desde o mês de março. O presidente explicou que também deve a Águas do Paraíba, o valor de 6 mil reais, mas que conseguiu fazer um acordo nessa terça-feira (1º) para tentar arcar com a dívida, após a empresa ter ido ao local para suspender o abastecimento de água.

Atualmente, 58 idosos dependem do Asilo Monsenhor Severino e Ricardo explica que as doações não precisam ser em dinheiro. “Quem desejar, pode formar um grupo e pegar uma conta para pagar. Até prefiro que seja assim, precisamos muito dessas contas pagas”, disse. Com a pandemia, os gastos aumentaram e Ricardo enfatiza que graças às doações, a situação não está pior. “Assumi a presidência em 2015 e encontrei uma dívida de mais de 5 milhões de reais. Hoje, só com a folha de pagamento, gasto 33 mil reais, fora a alimentação e produtos necessários como o álcool em gel. A conta de água só não está mais atrasada, porque conseguimos pessoas que viessem pagar”, concluiu.

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