Cegos participam de oficina de cerâmica no Educandário, em Campos

Com criatividade, os deficientes visuais chamam a atenção com essa prática.

Foto: Ascom Educandário

A oficina de modelagem e argila “Caminhos de Barro”, conduzido pela artesã, Fernanda Viana, e pelo professor de cerâmica artística, Fabiano Andrade, tem como finalidade promover habilidade cognitiva, capacidade reflexiva e geração de renda para os assistidos da casa, já que eles podem comercializar as artes que confeccionam.

Senhor Carlos é um dos assistidos da instituição e participa da oficina desde 2013. Ele diz que trabalhar com argila contribui muito para todos os que estudam Braille.

Foto: Ascom Educandário

“Participar da oficina, consequentemente trabalhar com argila, me fez avançar bastante a ponto que hoje leio provérbios com facilidade. A argila dá sensibilidade nas mãos, assim elas ficam mais sensíveis por meio dos movimentos e isso implica na hora da leitura em Braille. Para estudar Braille tem que ter a mão leve, senão acaba amassando os pontos”, disse.

Os encontros acontecem nas quinta-feiras, em uma das salas do Educandário. E, são sempre marcados pela descontração, troca de ideias, alegria e criatividade. São produzidas diversas peças como colares, vasos, alfabeto em Braille, fruteira e muito mais. São objetos que eles usam para vender ou até mesmo dar de presente.

A arte do barro é uma atividade milenar existente há mais 3.000 anos antes de Cristo. No Brasil é uma prática muito representativa. É importante ressaltar que a arte é capaz de produzir sensações únicas, além de estimular o deficiente visual a identificar texturas, formas e a elaborar o conceito de figura em sua mente.

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O Milênio