Captura de animais silvestres em áreas urbanas de Campos aumenta em quase 100%

A foto mostra uma jiboia capturada #PraCegoVer - Foto: Arquivo/O Milênio

O número de animais silvestres que foram resgatados em áreas urbanas, cresceu expressivamente em Campos, nos primeiros meses do ano de 2021. De janeiro a julho de 2020, foram realizadas 221 apreensões, sendo que no mesmo período deste ano, foram feitas 414 apreensões de animais silvestres. O aumento foi de quase 100%.

Entre os animais que mais são resgatados, estão gambás, corujas, cobras, gavião, tamanduá-mirim, jaguatirica, gato maracajá, entre outros. Nesta semana, um coelho silvestre (tapiti) foi resgatado por agentes do Grupamento Ambiental (GAM), dentro de um condomínio no Jockey Club. De hábitos noturnos, o também conhecido como coelho-brasileiro não possui características como os coelhinhos brancos, que habitualmente se vê. O coelho silvestre vive em florestas do Brasil e o GAM acredita que esse animal possa ter vindo de uma região de mata, perto do bairro onde foi encontrado.  É um animal discreto e solitário, que costuma se esconder durante o dia. 

– Recebemos uma ligação informando sobre o animal e a equipe foi lá para resgatá-lo. Esse é o procedimento correto, quando se encontra um animal silvestre. Após o resgate, eles são devolvidos ao seu habitat natural – explica o comandante do GAM, Ronildo Nascimento, acrescentando que, em caso de flagrante, as pessoas devem entrar em contato através dos telefones 153/(22) 98175-0758/(22) 981750785.

Especialista explica o aumento da aparição de animais silvestres em áreas urbanas

Ao jornal O Milênio, o especialista Rodrigo Viana, pesquisador do Instituto Jurumi, organização que desenvolve ações de conservação da natureza, comentou sobre o que leva os animais silvestres a irem para a área urbana. “Isso vem de várias atividades realizadas ao longo do tempo nos últimos anos. A gente vem perdendo áreas de vegetação nativa, onde os animais vivem, e eles procuram refúgio. Isso pode vir de desmatamento, incêndios, mas ao longo do tempo isso vem acontecendo de forma crescente. O refúgio pode vir a ser a casa de alguém”, explica.

Redação Administrator
O Milênio

Comentários