Campos tem mais de 130 pessoas em situação de rua

As pessoas que não têm um teto para morar, acabam tendo que enfrentar a fome e o frio diariamente.

Atualmente, a cidade de Campos atravessa uma situação delicada economicamente. Hoje, o município possui dívidas grandes e tenta se reequilibrar financeiramente. Um dos problemas encontrados na região é o alto índice de desemprego que contribui para o aumento de pessoas que não têm condições de possuir uma residência própria. O número de moradores de rua ainda é preocupante: são 131 pessoas que estão sem teto, enfrentando a fome e o frio diariamente.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018, Campos tem cerca de 503 mil habitantes. Diante desses dados, a quantidade de pessoas que estão em situação de rua parece ser pequena para alguns, mas o problema passa a ser alarmante pelas condições que esses indivíduos vivem: muitos não têm o que comer durante o dia, não têm agasalhos e cobertas para se protegerem do frio, apresentam baixa autoestima e alguns já pensaram até em suicídio, como é o caso de um idoso que vive nas ruas do Centro há dois anos.

O senhor, que preferiu não ter o nome revelado, conversou com a equipe de reportagem do jornal O Milênio e contou um pouco sobre a história dele. “Depois que briguei com minha esposa, fui morar em um apartamento. Estava desempregado na época e tive dificuldades para pagar minhas contas. Então, fui morar na rua e comecei a pedir dinheiro para os que passavam por mim. Alguns fazem doações para nos ajudar a superar essa situação, mas poucos realmente ligam para o jeito que vivemos. Somos ignorados pela sociedade”, afirmou.

Pessoas em situação de rua auxiliadas pelo Centro Pop

Para ajudar as pessoas que não têm teto para morar, existe o Centro de Referência para População em Situação de Rua (Centro Pop), um órgão municipal que oferece diferentes tipos de auxílios para os indivíduos em situação de rua. O local oferece alimentação (café da manhã, almoço e lanche da tarde), higiene pessoal (sanitários e chuveiros), espaço e sabão para lavagem e secagem de roupas, entre outras atividades importantes.

Em comparação a 2018, o ano de 2019 teve uma redução de atendimentos realizados pelo Centro Pop. Houve um total de 615 no primeiro trimestre do ano de 2019, enquanto que no ano de 2018, foi de 759.

O Centro Pop conta com assistentes sociais, psicólogos e orientadores sociais. A partir do atendimento, eles são encaminhados para os diferentes serviços de acordo com as necessidades, como saúde, cursos profissionalizantes e emissão de carteira de trabalho, entre outros. No entanto, fica a critério da população em situação de rua participar do programa de acolhimento, não sendo obrigado aceitar.

Jonatha Lilargem
Jonatha Lilargem Administrator
O Milênio