Campos fica pela segunda vez consecutiva com a participação especial zerada

O município já chegou a receber R$ 230 milhões em um único depósito de participação especial

Foto: Arquivo

Pela segunda vez na história, desde o início da era dos royalties, Campos teve a participação especial (PE) zerada neste mês de novembro. Esta é uma realidade bem diferente do que já foi um dia em Campos, que já chegou a receber R$ 230 milhões em um único depósito de PE, em novembro de 2008.

De acordo com o diretor de Petróleo e Gás da superintendência de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campos, Diogo Manhães, de janeiro a novembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019, o município já acumula perdas de quase R$ 197 milhões em royalties e PEs, o que deve chegar a R$ 210 milhões até o final deste ano.

“Mais um trimestre sem PE para o município de Campos, que já não havia recebido no mês de agosto. A ausência do crédito da PE nos últimos trimestres deste ano está relacionada as três principais variáveis da PE: Brent, produção e custos de produção”, informou Diogo.

Ainda segundo ele, neste mês de novembro, apesar do aumento nos preços do petróleo e do gás natural, houve redução na produção trimestral nos campos Roncador, Marlim e Marlim Leste, que pagam PE para o município de Campos.

“O principal motivo do segundo trimestre consecutivo sem PE são os custos de produção dos campos. Todos os campos pagadores de PE estavam, desde o mês de agosto, com um alto valor de receita líquida negativa acumulada, devido a produção dos campos ter sofrido com a redução natural e não ter sido suficiente para cobrir os custos de produção”, disse Diogo.

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