Campos: aniversário dos 23 anos do Trianon é marcado por homenagem a Dom Américo

Grande templo da cultura de Campos, o Teatro Municipal Trianon – 10º maior teatro municipal do país –, administrado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), celebrou, neste sábado (31), o 23º aniversário de inauguração.

A data foi marcada por uma solenidade, no foyer do teatro, para convidados, seguindo todos os protocolos de prevenção ao novo coronavírus. Na ocasião, a plateia do Trianon recebeu o nome do cantor Dom Américo, que faleceu em 2020, aos 69 anos, depois de trilhar uma sólida carreira de 53 anos, que o colocou no patamar de ícone da cultura campista. Ainda nos jardins do teatro, os convidados foram recepcionados pela presidente da FCJOL, Auxiliadora Freitas, ao som da bonita apresentação da Big Band do Projeto de Música Amor e Arte. No foyer, os músicos do Grupo Kallima apresentaram clássicos do chorinho. Em seguida, as atrizes Neusinha da Hora e Eliana Carneiro apresentaram uma leitura dramatizada, sobre o Trianon, de autoria da poetisa Marcia Luzia.

Auxiliadora Freitas destacou a importância do Trianon, na cultura da região. “Trata-se de um espaço que foi sonhado pelo movimento teatral do município, desde a demolição do Cine Teatro Trianon, em 1975. Fruto da luta do ex-prefeito Anthony Garotinho, o Trianon, ao longo de seus 23 anos, mudou o cenário da cultura de Campos e região, nos colocando na rota dos grandes espetáculos e abrindo espaço para o artista local tivesse um grande palco para se apresentar. Estamos recuperando toda a estrutura do Trianon, encontrada em más condições, para que a comunidade volte a desfrutar de um teatro confortável e moderno, pois essa é a meta do prefeito Wladimir Garotinho”, disse.

Plateia Dom Américo – Cantor que levou o nome de Campos para todo o Brasil e que sempre valorizou sua terra, Osvaldo Américo Ribeiro de Freitas, o saudoso Dom Américo, falecido em 2020, passou a dar nome ao espaço da plateia do Trianon, em uma cerimônia carregada de emoção. Filho mais velho do artista, o cantor Apollo Ramidan, junto de seu irmão Márcio Ady Corrêa, e de seus respetivos filhos, fizeram o descerramento da placa com o marco da homenagem, ao lado da primeira entrada da plateia. Mais uma vez, Dom Américo foi aplaudido, mostrando que sua obra permanece viva, nos corações dos campistas.

“Meu pai amava cantar aqui e, por muitas vezes, foi plateia de grandes espetáculos apresentados neste palco, pois gostava de viver a magia do ambiente do Trianon. A partir de hoje, seu nome está na plateia, pois foi o público que o transformou no grande artista que ele foi, junto do grande homem com o qual muitos tiveram a chance de conviver, durante seus 69 anos de vida. Deixo o meu obrigado a Auxiliadora Freitas e aos conselheiros do Conselho Municipal de Cultura de Campos dos Goytacazes (Comcultura), que, no ano passado, aprovaram o batismo deste espaço com o nome do meu pai e ídolo”, disse Apollo, em seu discurso emocionado.

Em seguida, no palco, Apollo homenageou o pai, cantando algumas de suas canções preferidas. Ao cantar “Butterfly”, canção de Paulo Debétio e Paulinho Rezende que foi o maior sucesso da carreira de Dom Américo, Apollo convidou Rosinha Garotinho para dividir o palco, com ele. Em um telão, imagens de clipe do astro campista, emocionaram o público.

Redação Administrator
O Milênio

Comentários