Campos abre cadastro para emissão da Carteira Municipal de Identificação do Autista

A Secretaria Municipal de Saúde de Campos, por meio da Coordenação de Serviço Social, vai passar a emitir a Carteira Municipal de Identificação do Autista (CMIA) a partir deste mês de setembro. A partir do levantamento do número de portadores de TEA no município, será possível investir na criação de políticas públicas que beneficiem esse grupo.

A assessora chefe de Serviço Social, Márcia Cristina Ferreira Silva Amaral, explicou que, antes da emissão da carteira, as assistentes sociais preencherão um formulário com o objetivo de conhecer a composição familiar da pessoa diagnosticada com Transtorno Espectro Autista (TEA) e suas vulnerabilidades, a fim de orientá-la e encaminhá-la à rede socioassistencial. Para isso, segundo ela, os responsáveis deverão comparecer à sede da secretaria para realizar o cadastro e, por conseguinte, solicitar a expedição da CMIA. “Vamos fazer um levantamento para saber quantos portadores de TEA existem no município. Estamos disponibilizando o número (22) 98179-4544 para que o responsável possa agendar sua vinda à secretaria”, disse Cristina, destacando que o Serviço Social já tem recebido muitas ligações e feito o agendamento das famílias, que começarão a ser atendidas a partir de segunda-feira (20), no horário das 9h às 11h30 e das 13h às 14h30.

Para o cadastro, o responsável deverá apresentar os seguintes documentos: cópia do RG e CPF (maior de 12 anos) ou certidão de nascimento do portador de TEA; foto ¾; cópia do comprovante de residência; caderneta de vacinação (quando for menor de 18 anos); relatório com laudo médico e cópia do RG e CPF do responsável. A sala da Coordenação de Serviço Social funciona no Centro de Saúde, anexo ao prédio da Secretaria de Saúde.

Cristina afirmou que a emissão da CMIA ocorrerá num prazo de dez dias após o cadastro. “Além de beneficiar os pais e parentes quanto ao estacionamento em vagas destinadas a deficiente físico e idoso demarcadas no município, a carteira dará direito à gratuidade (passe livre) e preferência em assentos no transporte público”, explicou ela.

A dona de casa, Alessandra Santos da Silva, 42 anos, é uma das mães que será atendida. Com um filho de 10 anos portador de TEA, Alessandra disse que ficou sabendo do agendamento por meio de um grupo de WhatsApp, denominado “Família Azul – Ama Campos”, criado por pais de pessoas diagnosticadas com autismo. “Achei a iniciativa da carteirinha muito boa, principalmente porque ela terá validade de 5 anos”, afirmou. O filho de Alessandra é assistido pela Associação de Pais de Pessoas Especiais (Apape). A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a Associação de Proteção e Orientação aos Excepcionais (Apoe) e o Centro de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente (CRTCA2), que funciona na sede da antiga Apic, também prestam assistência aos portadores de TEA.

Redação Administrator
O Milênio

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