Bacia de Campos: novembro registra mais casos de petroleiros infectados pelo coronavírus do que o total dos dois meses anteriores

A quantidade de casos confirmados de Covid-19 entre trabalhadores da Bacia de Campos em novembro já é maior que o dobro do total registrado nos dois meses anteriores. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) nesta quarta-feira (25).

De acordo com o Sindipetro, o número de casos confirmados até a última segunda-feira (23) foi de 463. O sindicato atribui esses casos recorrentes à falta de equipamentos de proteção individual. “Enquanto a Petrobrás não fornecer EPI (equipamento de proteção individual) a trabalhadores e trabalhadoras desde sua chegada aos hotéis, nos transportes e nas próprias unidades, e não alterar o protocolo de testagem, realizando também a devida investigação epidemiológica, pode estar contribuindo para aumentar a contaminação entre as pessoas. Afinal, a empresa não está oferecendo equipamentos de proteção, conforme manda a Norma Regulamentadora NR 06, vem utilizando um protocolo falho e permitindo que o vírus se espalhe devido à falta de investigação dos casos”, explica o coordenador de SMS do Sindipetro-NF.

De acordo com cálculos da Sindipetro, filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), o número de casos confirmados em outubro foi de 163 e 178 em setembro. Os cálculos foram feitos com base no Boletim de Monitoramento Covid-19, publicado semanalmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Em nota, a Petrobras informou que a companhia adota procedimentos robustos em todas as suas unidades desde o início da pandemia. “Todas as ações têm base em evidências científicas e orientações de autoridades sanitárias. A Petrobras investiu fortemente nas ações preventivas em suas instalações, incluindo uma das mais amplas estratégias de testagem da indústria. A Petrobras já realizou mais de 320 mil testes para Covid-19 nos colaboradores de suas unidades próprias em todo o país. A estratégia de ampla testagem possibilita que o diagnóstico do quadro de saúde na companhia seja mais preciso do que o da sociedade em geral, uma vez que mesmo pessoas assintomáticas são identificadas e contabilizadas como casos confirmados Para unidades com confinamento, como plataformas, os procedimentos envolvem monitoramento de saúde desde 14 dias antes do embarque, quando os todos os colaboradores são acompanhados por equipes de saúde e orientados a ficar em casa e reportar qualquer sintoma. Antes do embarque é realizado o teste RT-PCR, tipo de teste com maior confiabilidade disponível no mercado. Além disso, a qualquer manifestação de sintomas a bordo, os colaboradores e seus contactantes são desembarcados para testagem em terra e, quando necessário, toda a equipe a bordo é testada. A higienização de todas as unidades offshore foi reforçada, assim como as orientações para uso de máscara e demais procedimentos preventivos. Atualmente, a Petrobras tem 238 casos vigentes, dentre seus 45.403 empregados, entre sintomáticos e assintomáticos. Após identificados, estes colaboradores são orientados a cumprir isolamento e passam a ser monitorados pelas equipes de saúde”, escreveu.

Redação Administrator
O Milênio

Comentários