Antes de morrer no HGG, idosa de 90 anos não conseguiu atendimento em outros dois hospitais públicos

Ercília morreu nessa quinta-feira (1º).

Foto: Reprodução/Leitor

A morte de Ercília Gonçalves de Souza, de 90 anos, gerou revolta nos familiares e amigos da idosa. Ela morreu no Hospital Geral de Guarus (HGG) nessa quinta-feira (1) após não ter conseguido atendimento no Hospital Ferreira Machado (HFM) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Campos.

A idosa foi tirada do carro já sem vida, de acordo com a família – Foto: Leitor

De acordo com a família de Ercília, ela morreu ainda no estacionamento do HGG, onde esperou uma equipe médica do local durante 30 minutos. A senhora “Fomos no Hospital Ferreira Machado e fomos na UPA, mas não quiseram nos receber. Depois que ela faleceu, chegou uma maca e uma equipe médica. Quando chegamos, tivemos que esperar por pelo menos meia hora. Depois que ela morreu, chegou todo mundo para levá-la para dentro para tentar reanimá-la”, afirmou.

O corpo da idosa foi enterrado na tarde desta sexta-feira (2) no Cemitério Campo da Paz.

A direção do HGG informou que uma equipe fez o procedimento de reanimação na paciente por cerca de 40 minutos, porém não falou sobre a espera pelo atendimento. A prefeitura disse que o caso será investigado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). A Secretaria de Estado de Saúde também afirmou que irá abrir uma sindicância para apurar a morte de Ercília.

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