Alunos do IFF de Campos fazem rede de voluntariado para ajudar pessoas carentes

A foto mostra as voluntárias organizando materiais para serem doados #Pracegover - Foto: Arquivo pessoal

Nove alunos dos Cursos Técnicos do Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Campos Centro se dispuseram a ajudar quem mais precisa, principalmente em meio ao agravamento da fome e do desemprego devido à pandemia do novo coronavírus. Os estudantes criaram, em dezembro de 2020, o projeto “Misturinhas do Bem” que reúne voluntários dispostos a arrecadar cestas básicas, material de higiene pessoal e roupas.

 O programa de voluntários reúne 15 pessoas, sendo que nove são estudantes dos Cursos Técnicos do IFF Campos Centro. Gabriela Ricciardi Guimarães, Raquel Mendes Goudard, Rian Mendes Guimarães, Leticia de Souza Castilho, Isabela Caetano Bittencourt, Camilly Dias Sá  fazem o Curso de Edificações, Nadine Lobo Siqueira cursa Automação Industrial e Lucas Tavares Rangel Azevedo, Mecânica Industrial.

Para fazer a doação, é preciso acessar o Instagram do “Misturinhas do Bem” e contatar os voluntários que buscam e distribuem o que for arrecadado. Uma das fundadoras do projeto, Gabriela Ricciardi explicou que a busca por alimentos não perecíveis é constante. A cada mês, o grupo faz uma campanha específica para intensificar a arrecadação de um item que possui mais demanda.

“Eu fundei junto com 2 outros colegas. Nós temos um programa de voluntariado que oferece uma campanha diferente por mês. Nesse mês de julho terminamos a de “higiene solidária” em que arrecadamos doações de absorventes, produtos e dinheiro para distribuição para lares carentes e mulheres em situação de rua. Todo o mês lançamos um novo tema de campanha, porém, temos a campanha fixa que é a de doação de alimentos. Ajudamos o “Formiguinhas do Bem”. Arrecadamos alimentos e levamos até a essa instituição para que a dona de lá distribua para as famílias que ela ajuda”, disse.

Em agosto, a campanha será para arrecadar agasalhos. O lado solidário dos alunos também encontra barreiras. “Já doamos bastantes cestas básicas, uma noção concreta não (tenho), porque doamos todos os meses, mas há meses em que não conseguimos quase ajuda nenhuma”, disse.

Questionada sobre o quê este cenário de carência alimentar e afetiva tem ensinado, Gabriela é enfática: “Tem mostrado que em uma cidade com 600.000 habitantes há mais quantidade de pessoas que precisam de ajuda do que imaginamos, e mais quantidade de pessoas que podem doar também. As realidades estão cada vez mais próximas e cada vez mais distintas. Precisamos de um meio efetivo de provocação”, conclui.

Redação Administrator
O Milênio

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