ACIC afirma que fase amarela pode prejudicar o comércio de Campos

Foto: Arquivo/ O Milênio

A Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC) se pronunciou nesta terça-feira (1º) em relação ao retorno do município para a fase amarela. Segundo o presidente da associação, Leonardo Castro de Abreu, essa ação irá prejudicar o comércio que busca se reerguer com as vendas para as festas de final de ano, após ter ficado de portas fechadas durante o período de lockdown.

Com o retorno do município para a fase amarela, de alerta máximo, algumas restrições foram impostas também para o comércio como, redução do número de pessoas no interior dos estabelecimentos, proibição de idosos e crianças com menos de 6 anos nos shopping até às 22h, suspensão do take away após as 23h, entre outras medidas que devem permanecer pelo menos até dia 6 de dezembro.

Leonardo garante que compreende que a situação é preocupante, mas explica que o comércio não pode ser penalizado pelo crescimento da doença no município, já que vêm cumprindo todas as medidas preventivas previstas pelo Gabinete de Crise para Ações de Prevenção, Combate e Enfrentamento ao Coronavirus, como disponibilidade de álcool gel e controle do acesso do público nas lojas. De acordo com o presidente, a retomada da fase amarela acaba criando um clima de medo entre a população, que se afastando das ruas e do comércio. “Entendemos que o número de casos de pacientes infectados pela Covid-19 aumentou, mas durante o período eleitoral a Justiça Eleitoral liberou os comícios e concentrações entre os candidatos e o público e a fiscalização por parte do órgão responsável não conseguir atuar em todos os locais. Agora, vem esse Decreto nº 365 que entrou em vigor nessa segunda-feira e puni os empresários que cumpriram todas as exigências previstas pelos Decretos anteriores” concluiu.

Os empresários aguardam um crescimento no comércio por parte do consumidor a partir desta segunda-feira(30), considerando o prazo máximo para o pagamento da primeira parcela do 13º salário por parte dos empregadores, que geralmente resulta no aumento das vendas, destacou Leonardo Castro. “ Este ano, vivemos uma situação atípica,
já que muitos trabalhadores estão optando em pagar contas atrasadas, para poder manter o crédito e outra parcela deve antecipar as compras do natal e prestigiar o comércio local, o que seria um alivio para os empresários que enfrentaram num ano de muitas dificuldades devido à pandemia da Covid-19. Entre os meses de março a junho, as lojas ficaram com as portas fechadas, causando desemprego e queda no setor” concluiu o presidente da ACIC.

Redação
Redação Administrator
O Milênio

Comentários