Vigilância Sanitária de Campos interdita restaurante na Pelinca pela terceira vez

O Departamento de Vigilância Sanitária (Visa) de Campos interditou, nesta quinta-feira (27), um restaurante na região da Pelinca. O estabelecimento, que é reincidente, não tinha alvará de funcionamento, pois já havia sido autuado em outras duas oportunidades, porém não cumpriu as exigências do órgão. A ação contou com o apoio de agentes da 134ª Delegacia Legal do Centro. De acordo com a Visa, a primeira autuação foi em 18 de novembro, após uma denúncia. No local, os fiscais constataram péssimas condições de higiene, com risco imediato para os consumidores, o que resultou na interdição do estabelecimento. Adicionalmente, o restaurante não possuía licença sanitária. Na oportunidade, foram emitidos dois Termos de Intimação (TI): o primeiro visava a regularização da situação, e o segundo, com prazo de 30 dias, exigia adequações estruturais e a correção da rotulagem de produtos, que apresentava diversas inconformidades, especialmente no que diz respeito às questões de higiene. Ainda segundo a Visa, durante o último feriado, denúncias de que o estabelecimento estaria em funcionamento levaram os fiscais novamente ao local, constatando a irregularidade. Foi lavrado um novo auto de infração, visto que o estabelecimento já havia sido autuado anteriormente. Além disso, foi emitido um termo de visita sanitária, no qual constava a informação de que, em caso de novo descumprimento do lacre de interdição, o responsável seria conduzido à delegacia. Nesta quinta-feira, o estabelecimento foi denunciado novamente e flagrado aberto. A Polícia Civil foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado. Durante o flagrante, o proprietário não estava presente, apenas funcionários. “Apesar dos repetidos avisos, o estabelecimento persiste em conduta inadequada, incluindo a presença de fezes de roedores, entre outras irregularidades, no estoque de alimentos”, informou a Visa.

Campos: Ruas do Centro fechadas nesta sexta-feira para compras da Black Friday

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos solicitou à Prefeitura o fechamento de trechos de ruas da área central para garantir mais segurança a quem pretende aproveitar as promoções da Black Friday e o aumento do movimento nas compras de Natal. A solicitação foi analisada e autorizada pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), que definiu as interdições a serem implantadas a partir desta sexta-feira, 28 de novembro, e novamente no mês de dezembro. Nesta sexta-feira (28), o fechamento das vias será exclusivo para o dia da Black Friday. As ruas João Pessoa, 13 de Maio e Barão do Amazonas terão o tráfego de veículos interrompido no horário das 8h às 18h, em trechos de maior concentração de lojas e circulação de pedestres. A medida tem como objetivo permitir que os consumidores circulem com mais tranquilidade pelo Centro durante o período de maior movimento do comércio. Para o período de compras de Natal, as mesmas vias voltarão a ser interditadas a partir do dia 8 de dezembro, também das 8h às 18h, permanecendo fechadas diariamente até o dia 24 de dezembro. Nesse intervalo, o esquema adotado será semelhante, com prioridade para a circulação de pedestres nas ruas João Pessoa, 13 de Maio e Barão do Amazonas, em função do aumento do fluxo de pessoas atraídas pelas vendas de fim de ano. Para o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes, Álvaro Oliveira, a autorização das interdições segue um procedimento que já foi incorporado à rotina do fim de ano no Centro de Campos e tem como foco a segurança de quem utiliza a região comercial. Ele explica que o fechamento temporário das ruas João Pessoa, 13 de Maio e Barão do Amazonas nos dias de maior movimento permite organizar melhor o deslocamento dos pedestres e diminuir os conflitos com veículos. “A CDL nos encaminhou o pedido para a Black Friday e para o período de Natal e, como já ocorre em anos anteriores, autorizamos as interdições nesses trechos para que as pessoas possam fazer suas compras com mais segurança e com menos risco de acidentes nas travessias”, afirma o presidente. O comandante da Guarda Civil Municipal, Wellington Levino, destaca que a corporação trabalha com um cronograma anual específico para o fim de ano, que prevê a intensificação das ações justamente nos períodos em que o número de pedestres aumenta no Centro. De acordo com ele, o planejamento permite preparar com antecedência o acompanhamento dos fechamentos de vias e a atuação nas áreas de maior concentração de pessoas. “Nós já deixamos nossas equipes de sobreaviso para esse período e direcionamos o trabalho para os pontos de maior circulação, com atenção especial aos horários em que as ruas ficam fechadas. Isso contribui para melhorar a fluidez da circulação, reduzir o risco de acidentes e manter o policiamento presente nas áreas de grande movimento, oferecendo uma sensação de mais segurança para que as pessoas tenham tranquilidade durante as compras”, explica o comandante. Para o secretário municipal de Ordem Pública, Rodrigo Ibiapina, a atuação da pasta será ajustada de modo a concentrar esforços nos locais que recebem mais público no fim de ano, sem prejuízo do trabalho diário realizado em toda a cidade. Ele ressalta que o efetivo da Ordem Pública já funciona de forma ininterrupta, mas que, neste período de Black Friday e de compras de Natal, haverá prioridade para a presença das equipes nas imediações das ruas João Pessoa, 13 de Maio e Barão do Amazonas. “Nossas equipes atuam vinte e quatro horas por dia, porém, diante do aumento da movimentação no Centro, vamos direcionar os agentes para esses pontos de maior concentração, tanto para reforçar a segurança dos transeuntes quanto para intensificar a fiscalização dos ambulantes, garantindo que o uso do espaço público não comprometa a circulação de pedestres nem o acesso às lojas”, afirma o secretário. Com as interdições definidas, os motoristas que utilizam o Centro de Campos devem ficar atentos ao fechamento das ruas João Pessoa, 13 de Maio e Barão do Amazonas nesta sexta-feira, 28 de novembro, das 8h às 18h, durante a Black Friday, e novamente no período de 8 a 24 de dezembro, no mesmo horário, quando as vias serão reservadas à circulação de pedestres em função das compras de Natal.

Black Friday: como evitar compras no impulso e montar uma lista inteligente

Consumidor com bolsas de compras em uma área de comércio - Foto: O Milênio

A Black Friday, que acontece na sexta-feira (28), é um dos momentos mais aguardados do ano para quem deseja comprar diferentes tipos de produtos. Em meio a tantas ofertas, é muito fácil cair na armadilha de encher o carrinho com itens desnecessários e finalizar compras por impulso. A grande chave para que o período seja, de fato, real, e marcado produtos inteligentes, está no planejamento. Roberto Falcão, especialista em Direito Civil e Direito do Consumidor, deu algumas dicas para evitar esses erros e montar uma lista inteligente. Segundo o profissional, o consumidor deve ficar atento ao preço médio do produto que queira comprar, evitando promoções enganosas como as que oferecem desconto em cima de um preço inflacionado (aumentar o preço alguns dias ou semanas antes, para então “dar um desconto”), como costuma acontecer durante o período de Black Friday. “Se há parcelamento, é preciso prestar atenção nos juros embutidos, as empresas são obrigadas a informar a taxa de juros ao consumidor. Pode acontecer também de algumas organizações já embutirem os juros no preço à vista, ganhando duplamente nas formas de pagamento”, afirma. Uma forma de influenciar os consumidores são os gatilhos mentais, tradicionalmente explorados pelo universo do Marketing. São aspectos como a reciprocidade (a empresa dá “algo de graça” ou alguma vantagem), autoridade (provas de quantidade ou qualidade do serviço ou produto) e prova social (consumidor que fala bem da empresa ou do serviço oferecido). “Quando o consumidor conhece e identifica esses gatilhos, fica evidente como a empresa trabalha aquela venda. Outra coisa a se reparar é o chamado copy, forma específica de se escrever anúncios e chamarizes de forma imperativa, para persuadir o consumidor”, explica. Falcão afirma ainda que o brasileiro gosta da ideia de ganhar algo, isso é um aspecto que costuma ser decisivo na compra por impulso. “Se você ganha algum desconto em um produto, provavelmente não vai lembrar no dia seguinte. Mas se o lojista te dá um brinde físico, como uma simples caneta, por exemplo, esse brinde te marca e você ainda sai por aí com esse objeto, como um outdoor gratuito da empresa. Além disso, outro aspecto que tem sido bastante explorado é o cashback, que dá dinheiro de volta ao consumidor”, sugere. Você realmente precisa do produto? O professor explica ainda que o consumidor deve refletir se realmente precisa do produto que está interessado em comprar. Varejistas e profissionais de marketing sabem influenciar o consumidor para gerar desejo nas pessoas, mesmo sem elas necessitarem de fato do produto ou serviço. Segundo Falcão, o consumo vai muito além da simples satisfação de necessidades, chegando até a se aproximar do que se chama de “ato sagrado”. Isso é evidente quando vemos pessoas acampando na porta de um estádio, dias antes do evento, ou formando filas enormes no dia de lançamento de um celular novo. O produto ou evento é quase um talismã e provoca essa espécie de ‘peregrinação’ do consumidor em busca de sua satisfação. “Isso ocorre, pois o consumidor é facilmente influenciado por estímulos sensoriais como cores, cheiros, temperatura, até pela iluminação das lojas. Os vieses cognitivos e a racionalidade limitada também causam impactos nas decisões de compra, e as empresas fazem o possível para se beneficiar disso. Os gatilhos mentais, por exemplo, costumam funcionar bastante. Um deles é o da escassez ou do imediatismo. Você não precisa, mas ao ser impactado por uma promoção em que você leva três detergentes, e paga dois, por exemplo, você acaba antecipando a compra. Poucas pessoas param para refletir e racionalizam: ‘Será que preciso mesmo? Será uma vantagem para mim?’ Se você parar para pensar quanto tempo vai levar para consumir esses produtos e sobre a antecipação de gasto, talvez perceba que a economia não vale a pena. É uma ilusão”, detalha. Quando aproveitar uma promoção? Em resumo, uma promoção só vale a pena se ela for, de fato, honesta, tanto par consumidor quanto para o lojista. O consumidor deve ficar de olho à data de validade ou uma referência de quanto as empresas cobravam antes da promoção, fazendo buscas em concorrentes confiáveis ou o histórico de preços do item. “Não adianta comprar, por exemplo várias caixas de leite com bom preço, mas perto da validade, pois é possível que você perca o produto e o valor investido, por não conseguir consumir tudo a tempo. Além disso, tente descobrir se a empresa não aumentou os preços dias ou semanas antes da Black Friday, para dar um falso desconto durante a liquidação”, diz Roberto. Jovem é mais influenciável? Segundo o especialista, não há como traçar um perfil do consumidor mais consumista ou compulsivo, visto que as pessoas têm gostos e desejos diferentes. Uma pessoa pode gostar muito de sapatos e gastar mais com esse tipo de produto, por exemplo. No entanto, de modo geral, os jovens são o perfil mais “influenciável”. Muitos ainda não têm responsabilidades financeiras de aluguel, contas de água e luz, escola dos filhos e o dinheiro acaba sendo consumido de forma mais supérflua. “Se pensarmos no ambiente digital, então, os jovens são impactados de forma maior. Até por que o tempo médio que passam em redes sociais é bastante alto, supera uma média diária de 10 horas na frente de uma tela. Além disso, o jovem não tem educação financeira e costuma fazer coisas por impulso institivamente. Já um público mais velho, que tem obrigações e ganha o próprio dinheiro, tende a ser mais comedido. Mas isso não é uma regra absoluta”, comenta. As armadilhas das lojas físicas Quando se trata de comércio físico, a tendência é que tanto jovens quanto idosos comprem coisas sem necessitar delas. E alguns fatores também influenciam a compra por impulso em lojas físicas: as crianças têm papel de influência forte nas decisões de compra; e o cartão de crédito é um grande vilão das famílias, porque o comprador não “vê” essa dívida na hora de comprar e ainda pode parcelar. “Na maioria das lojas que tem caixas, como as departamento, são cada vez mais comuns as filas únicas, onde são criados corredores

Homem se passa por tenente do Exército e é preso com guarda municipal em Campos

Um homem, que se apresentava como tenente do Exército e um guarda municipal de Macaé, foram presos nessa quarta-feira (26) na Rua Álvaro Tâmega, no Centro de Campos. Segundo a polícia, os dois foram abordados enquanto negociavam a compra de uma loja de armas, sendo que eles utilizaram documentação falsa. Com a dupla, os policiais apreenderam uma carteira falsificada do Exército, um veículo Volvo XC60, seis celulares, uma máquina de cartão, 12 munições calibre .380, um carregador do mesmo calibre e outros materiais. Os presos foram levados para a Delegacia do Centro.

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