Manchas de óleo chegam ao Sudeste e preocupam SJB, SFI e Quissamã

A secretária de Meio Ambiente de São Francisco afirmou que o óleo é difícil de ser controlado.

Foto: Reuters

Pela primeira vez, foram encontrados fragmentos de óleo no Sudeste. O caso aconteceu nessa sexta-feira (8) na praia de Guriri, no município de São Mateus, no Espírito Santo. Há possibilidades de que as manchas também atinjam as praias da região Norte Fluminense.

As amostras da substância foram encaminhadas para o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, que confirmou ser o mesmo óleo encontrado na região Nordeste. Caso o líquido chegue no norte do estado do Rio de Janeiro, entre os primeiros municípios que podem ser atingidos, estão Quissamã, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. Por isso, as autoridades dessas cidades têm se mobilizado para ver o que pode ser feito com o objetivo de minimizar os danos.

A secretaria de Meio Ambiente de São Francisco de Itabapoana, Luciana Sofiatti, comentou a situação. “Esse óleo não é um óleo comum que a gente vê vazar das plataformas brasileiras. Foi feito um experimento no laboratório que mostrou que o óleo não vem no fundo e nem na superfície, e sim no meio. Com a água gelada, o óleo vem como se fosse uma pedra. Quando chega próximo da areia, ele se espalha e vem para a superfície, que é quando a gente tem acesso a ele, já que nem por satélite dá para detectá-lo. A gente só vai saber se ele está vindo mesmo se ele chegar nas praias antes de São Francisco. Infelizmente, não tem como contê-lo com uma bóia. É uma situação difícil de controlar. Seguimos estudando a melhor forma de lidar com o problema”, afirmou.

Autoridades de Quissamã e São João da Barra também vêm realizando reuniões para adotar as devidas providências. Algumas praias do Nordeste ainda estão com a operação de limpeza em andamento: Japaratinga, Barra de São Miguel, Jequiá da Praia, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas, Praia do Viral e Coroa do Meio, em Sergipe e mais recentemente Guriri, no Espírito Santo.

Consequências

O óleo não prejudica apenas o meio ambiente, já que também pode provocar problemas de saúde nos banhistas. Caso um ser humano tenha contato com o líquido, os sintomas mais comuns são vermelhidão, coceira e ressecamento, que podem aparecer de seis horas a um dia após contato com as substâncias. Também podem acontecer complicações para as pessoas que realizarem a ingestão de peixes ou frutos do mar de áreas atingidas.