Duas igrejas furtadas em menos de quatro dias na região

A Diocese de Campos informou que acompanha as investigações dos dois crimes.

Capela de Santa Luzia foi alvo de furto no último final de semana - Foto: Pascom Diocese de Campos
A capela de Tócos também foi invadida – Foto: Pascom Diocese de Campos

A violência não dá trégua e ela chegou a templos sagrados. Em menos de quatro dias, duas capelas registraram atos de furto e vandalismo na Diocese de Campos. No último dia 6, a Capela de Santa Luzia, na localidade de Bom Jardim, em São Francisco de Itabapoana, foi furtada. Já nesta terça-feira (9), a Igreja Nossa Senhora da Penha, no distrito de Tócos, também foi invadida e teve materiais furtados.

Na capela de São Francisco, foram levados violão, lâmpadas e materiais litúrgicos, como o lavabo, de acordo com representantes do local. No último domingo (7), o Pe. Lucas Mendes, responsável pela Paróquia São Francisco de Paula, presidiu a Santa Missa com ato de desagravo pela violação de um templo sagrado.

Já na Igreja Nossa Senhora da Penha, paramentos foram encontrados no chão após a capela ter as portas arrombadas. Os fiéis identificaram que foram levados uma pequena quantia da caixa de donativos, além de lâmpadas da capela mortuária. Alguns objetos, como um cálice, foram encontrados escondidos em um matagal atrás da capela, mas não pertencem a igreja de Tócos. A Diocese de Campos identificou que os itens são da Capela da localidade de Bom Jardim e foram deixados pelos suspeitos. A distância entre os dois locais é de 75 quilômetros.

Para o bispo diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, a Igreja irá colaborar com as investigações, mas é preciso agilidade para garantir a segurança das comunidades. “Venho a público manifestar a insegurança que se vive nas igrejas, que foram furtadas. As ações profanaram o sagrado. Há uma preocupação, pois afeta a liberdade de culto das comunidades, o espaço do culto que é sagrado. Solicito às autoridades que deem uma resposta mais efetiva quanto à segurança pública, a um policiamento comunitário mais presente na vida das populações.” afirmou o bispo.